"Les Glaneurs et La Glaneuse" de Agnès Varda
Manoel de Oliveira
Manoel de Oliveira é hoje em dia o cineasta "activo" mais idoso do mundo. Ele teve um interesse pelo cinema aos 16 anos, como actor, mas depressa se interessou pela realização. O cineasta do Regime, António Lopes Ribeiro descobre Manuel de Oliveira e dá-lhe a oportunidade de realizar o seu primeiro filme, “Douro, Faina Fluvial” (1930) que mostra a vida nas margens do Douro ao vivo sem disfarces. Em 1933 participa no filme de Cottinelli Telmo "A Canção de Lisboa" contracenado com Beatriz Costa, Vasco Santana e António Silva.
Em 1942 António Lopes Ribeiro dá-lhe nova oportunidade para realizar Aniki-Bóbó, seu primeiro filme de enredo, criticado em Portugal, embora alguns o defendessem, bem recebido no estrangeiro. Acaba por se afastar do cinema mas volta em 1956 com "O Pintor e a Cidade", filme bem recebido em Portugal e em festivais internacionais, contrariando a crise que se vivia no cinema.
Filmografia:
- Douro, Faina Fluvial, 1930
- Aniki-Bóbó, 1942
- O Pintor e a Cidade, 1942
- O Acto da Primavera, 1963
- A Caça, 1964
- As pinturas do meu irmão Júlio, 1965
- O Passado e o Presente, 1972
- Benilde ou Virgem Maria, 1975
- Amor de Perdição, 1979
- Francisca, 1981
- O Sapato de Cetim, 1985
- Os Canibais, 1988
- A Divina Comédia, 1991
- O vale de Abrãao, 1995
- O Quinto Império - Ontem com hoje, 2004
- Cristóvão Colombo - O Enigma, 2007
- Romance de Vila do Conde, 2007
- Singularidades de uma Rapariga Loura, 2009
Anos 90
- Pedro Costa ("Sangue" em 1990, influenciado por Paulo Rocha)
- Joaquim Pinto ("Uma pedra no bolso" em 1988)
- Joaquim Leitão ("De uma vez por todas")
- José Nascimento ("Repórter X" em 1997, primeiro filme que cita os Anos 20)
- Fonseca e Costa ("Crónica dos Bons Malandros")
- Entretanto surge Teresa Vilaverde Cabral com "A idade maior", recriando a guerra colonial a partir do olhar de uma criança. Este filme vive muito dos actores: Maria de Mediros e Joaquim de Almeida
25 de Abril e Anos 80
- "Trás - os - Montes", com Margarida Cordeiro e António Reis ( retratando a região pobre do país)
- "Amor de Perdição" (1978) de Manoel de Oliveira ( filme que recebeu críticas e reacções explosivas; decidiu-se apresentar em 6 episódios na televisão, mas resultado foi ainda pior; não encara o cinema de um modo convencional, mas sim como teatro)
- "Veredas" (1978) de João César Monteiro ( uma peregrinação pelos contos tradicionais portugueses)
- "Passagem ou meio caminho" de João Silva Melo ( com Diogo Dória e Luís Lucas, dois dos mais interessantes actores dos anos 80)
- "Silvestre" de João César Monteiro ( filme que viu muito da pintura em termos de imagem)
- "Francisca" (1981) de Manoel de Oliveira ( último de 4 filmes sobre amores falhados)
- "Ana", últimos dias da mãe de Margarida Cordeiro
- "A ilha dos amores", de Paulo Rocha (onde observamos a união do imaginário Oriental e interpretações notáveis de Luís Miguel Sintra e Paulo Rocha mas é só em 1991 este filme teve pleno êxito devido à "Operação Paulo Rocha", uma retrospectiva dos seus filmes)
- "Sem sombra de pecado", de Fonseca e Costa, com Mário Viegas
- "Lugar do morto", de António Pedro Vasconcelos, com Ana Zanatti